Wesley Safadão ingressou com uma queixa-crime na Justiça contra Renan Santos acusando o pré-candidato do Missão à Presidência da República de crimes contra a sua honra após declarações feitas em redes sociais.
A ação foi protocolada na comarca de Fortaleza (CE) e sustenta que o fundador do MBL teria cometido os delitos de calúnia, difamação e injúria ao associar o cantor a supostos esquemas ilegais e práticas criminosas, sem respaldo em investigações formais.
Em março, Renan publicou um vídeo no Instagram em que acusou Safadão de ser “o novo ícone da corrupção no Brasil” e afirmou que ele “lidera um esquema bizarro” e “toma para si milhões em dinheiro que não deveria estar com ele”.
O presidente nacional do Missão se referia um suposto esquema relacionado à contratação de shows por prefeituras do Nordeste com acordos milionários e sem licitação.
O fundador do MBL também afirma que “no fundo ele só é um safadão, um político safadão que canta” e promete colocar “gente como Safadão” na cadeia, caso seja eleito presidente da República.
Na peça, a defesa de Safadão afirma que o artista teve sua imagem pública atingida por declarações que o apontavam como envolvido em corrupção e enriquecimento ilícito. Os advogados pontuaram que ele não foi indiciado, investigado ou chamado a prestar esclarecimentos em qualquer procedimento relacionado às acusações.
O documento também cita que as declarações foram veiculadas em conta com centenas de milhares de seguidores, o que teria ampliado significativamente o alcance das falas. O perfil de Renan no Instagram tem hoje cerca de 1 milhão de seguidores.
Segundo a queixa-crime, as acusações teriam sido feitas de forma categórica, como fatos consumados, e com incentivo à disseminação do conteúdo, o que, na avaliação da defesa, reforça a intenção de causar dano à reputação do artista.
Renan deve dobrar a aposta e publicar novo vídeo em suas redes reafirmando suas falas, que seriam referendadas por prints, imagens e matérias na imprensa. Na gravação, vai elencar shows do cantor em municípios pequenos e com cachês elevados.
Além da responsabilização penal, Safadão pede a remoção imediata dos conteúdos considerados ofensivos, a proibição de novas publicações semelhantes sob pena de multa de R$ 10 mil e o pagamento de indenização de R$ 50 mil por danos morais.
A defesa do cantor também pleiteia que, em caso de condenação, a decisão seja divulgada nas mesmas plataformas onde as declarações foram feitas, como forma de reparação pública.
O caso será analisado pelo Judiciário, que decidirá sobre o recebimento da queixa-crime e eventual andamento da ação penal.
Fonte: Lauro Jardim / O Globo
